Podemos dizer que as mulheres que se aventuram pelo mundo do graffiti
são duplamente transgressoras: primeiro, porque praticam uma forma de
arte naturalmente de transgressão, de questionamento e de rompimento,
que faz questão de tomar os espaços públicos – os muros, as ruas – como
forma de invadir o imaginário público e questionar a ordem vigente;
depois, porque rompem as barreiras de gênero, que já existem em quase
todas as formas de arte, mas com mais força no graffiti.
Bianca.
Começou a grafitar há três anos, a cidade precisa exatamente disso: mais cores
Só cinza não dá. Nos dias frios, sinto falta do amarelo do sol e dos outros tons que a gente usa no grafite
Ana Carolina Meszaros "Tikka"
23 anos, espalha pelas cidades que passa grandes bonecas de olhos gigantescos e expressões tímidas, a tradução perfeita da sua arte urbana.
Nina Pandolfo.
Cores delicadas, referências lúdicas e meninas de olhos grandes e expressivos. Essas são algumas das características que fazem parte do trabalho da artista brasileira
Miss Van.
Vanessa Castex, conhecida como Miss Van, segue a linha de muitos artistas urbanos, foi das ruas às galerias. francesa com nome marcado na cena do graffiti local ainda pinta muros de vez em quando, mas anda mesmo se dedicando às telas.
As bonecas eróticas por elas criadas, segundo a artista, eram autorretratos no início da carreira. Miss Van começou a grafitar aos 18 anos e, atualmente, vive e trabalha em Barcelona. Sua arte tem sido influenciada por HQs, pin-ups cinquentistas e mangás japonese.
Magrela
A ilustradora e grafiteira é a autora das angustiantes mulheres de formas retorcidas e rostos tristes, que povoam os muros e paredes da capital paulista. Além do grafite, ela trabalha com diversas outras mídias, já fez trabalhos para várias empresas – de Greenpeace a Tok&Stok.


09:12
cherry




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